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sábado, 17 de novembro de 2012

Visitando Buda



Sexta-feira, 16 de novembro, novo dia para o Rebanho melhor conhecer os segredos de Budapeste. O dia amanheceu com clima mais ameno, com temperatura em torno dos 6 graus. Observadas as cautelas de praxe, cerca de uma hora e meia de academia e de um café-da-manhã bem diversificado, hora de encontrar Krisztina e Csabi (a guia e nosso motorista, respectivamente), pois o lado de Buda nos aguardava. Primeiramente, fomos conhecer a Basílica de Santo Estevão - construção grandiosa dedicada ao primeiro Santo húngaro que promoveu a conversão do seu povo ao cristianismo. No local, além da beleza da construção, como curiosidade, há um relicário que contém a mão direita do referido santo, que teve seus restos mortais exumados centenas de anos depois da sua morte, contudo, inexplicavelmente, com sua mão direita em perfeito estado de conservação (daqueles fatos que a vã filosofia humana ainda não consegue explicar). Bom, finda a visita, após cruzarmos a Ponte das Correntes, ingressamos em uma das partes (Buda) que, somada a outras duas (Buda antiga e Peste), formaram Budapeste - sim, é a somatória de 3 antigas cidades. Beirando as margens do Rio Danúbio, vão se revelando pitorescas realidades de uma história riquíssima.Por exemplo: há imóveis com 2 ou até 3 metros abaixo do nível da rua, herança de um tempo onde as margens do rio eram menos pronunciadas, porém mais expostas às enchentes. Há uma Terma de banhos, ainda resquício dos 150 anos de dominação Turca, mandada construir pelo Pachá da época, em perfeito estado de conservação. Passamos, também, pelo marco 0 da Hungria, local de onde são medidas todas as distâncias em relação à capital húngara. Deste local, começamos a subir para o Bairro do Castelo. Bairro do Castelo, é uma cidadela localizada no topo de uma colina debruçada sobre o Rio Danúbio, constituída de diversas edificações seculares, evidentemente erigidas sob o espírito de melhor se proceder uma defesa em eventuais ataques de inimigos. O panorama ali descortinado é fantástico! Vê-se toda Peste, praticamente; quanto ao Danúbio, uma grande porção norte, com suas enormes ilhas, efetivamente aproveitadas, especial a Ilha de Santa Margarita, onde há um enorme parque, estilo do nosso Ibirapuera de São Paulo. No local, há a residência oficial do Presidente húngaro (embora tal palácio tenha sido historicamente rejeitado para tal finalidade, ainda hoje é o local onde são recebidas as autoridades estrangeiras em visita a Hungria), está construído o Castelo onde viveu Maria Teresa, a primeira rainha a tomar posse do império, que governou com mãos de ferro, em que pese seus 16 filhos. Há, também, a igreja dedicada a São Mathias, rei húngaro da idade média, canonizado e muito cultuado pelos locais. Bom, após uma breve caminhada, sempre acompanhada de imagens belíssimas do Rio Danúbio e da porção Peste, de Budapeste, hora de visitarmos a  Casa dos Vinhos da Hungria "Magyar Borok Háza". Maior enoteca húngara, conta com cerca de 500 m² de construção, onde estão expressas as 22 regiões demarcadas e reconhecidas, como de origem e produtoras de vinho da Hungria. Quanto a estes, tínhamos conhecimento do internacionalmente famoso Tokaji ou Tokay (um vinho branco produzido a partir de duas variedades de uvas brancas fermentadas por um fungo específico, onde uma garrafa pode chegar a custar algo em torno de US$ 1.000), mas desconhecíamos os tintos - que já nos impressionaram quando chegamos a Budapeste. Efetivamente, em que pese a preferência local pelos carbenet sauvignon, a nós, particularmente, os francs melhor agradaram, com o que estaremos levando algumas unidades. Finda a visita a Buda, hora de cruzarmos o Danúbio de volta a Peste, onde passamos a realizar algumas compras de artesanias no Mercado Central, retornando ao hotel, pois à noite, ainda iríamos a um jantar típico. Efetivamente, refeito pelo banho, o Rebanho foi levado a um restaurante, com música e danças folclóricas da Hungria, bem expressando a riqueza cultural e a alegria do povo húngaro. Com tristeza e emoção, tivermos de nos despedir de Krisztina e Csabi, nossos fieis companheiros em Budapeste, conquanto no sábado, hora de partirmos para a Áustria, nosso próximo destino.    



A Basílica de Santo Estevão

Relicário que contem e protege a mão de Santo Estevão



Cópia dos estudos que comprovam a autenticidade dos restos da mão de Santo Estevão

O Bairro do Castelo, em Buda

Residência oficial do Presidente da Hungria

A vista de Peste, vista do alto do Bairro do Castelo, em Buda

O Rio Danúbio, a cúpula do Parlamento

A Ponte das Correntes e a Catedral de Santo Estevão ao fundo

Mais uma incrível vista de Peste, do alto do Bairro do Castelo, em Buda

O interior dos pátios do Castelo

Um caçador de sãopaulinos, comum presa aos pés

Jardins lindíssimos, decorados com amores-perfeito


O símbolo real do Rei Matias (o corvo), de onde o termo corvino



Dna. Ovelha e os trabalhos em vidro, evocação presente de Dna. Vivian

Reminiscências do domínio soviético

Embora restaurada, a construção mais antiga do Bairro do Castelo

Igreja de São Mathias, recentemente restaurada, abençoando toda a região de Budapeste

Ora, que coincidência: o principal local de degustação de vinhos da Hungria...

Sob a companhia de Rèca, nossa sommelier húngara 

Obrigaram-nos a uma longa degustação de 2 horas - que tortura kkkk


O imponente parlamento às margens do Danúbio

O Bairro do Castelo

Sem dúvida, há loucos piores que nós espalhados pelo mundo

Festa popular no centro de Budapeste - comidas e bebidas regadas pela simpatia do povo húngaro

Dna. Ovelha não resistindo às compras

Nosso compromisso noturno: jantar típico

Dna. Ovelha achando se tratar de um disco voador?

Jantar acompanhado do amigo Csabi, nosso norte nestes dias de Budapeste

Krisztina (desta vez grafado corretamente), debilitada pela correria do trabalho, mas sempre simpática, cortes e solícita - nossa "cabeça de ponte" neste lado da Europa

Dna. Ovelha pagando mais um mico...

Com temperaturas sempre abaixo de 10 graus, o goulash sempre presente

O restaurante tipicamente decorado

As imagens noturnas de despedida de Budapeste, conquanto, pela manhã, estaremos saindo com proa Viena, na Áustria 


Um comentário:

  1. Parabéns pelos relatos ;;;podem ter certeza que nos ajudaram muito,Famíla Sturm

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